Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2007.
Coluna Supersônicas - Tárik de Souza
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CARLOS NAVAS

O cantor paulista Carlos Navas celebra Mário Reis (1907-1981), centenário em dezembro, no disco Quando o samba acabou, amanhã, na Sala Baden Powell. |
Por que resolveu gravar o repertório de Mário Reis?
É natural que em algum momento o intérprete sinta vontade de "mexer com o que veio antes". Esta idéia surgiu depois de três CDs com autores contemporâneos e do projeto infantil com a obra de Vinicius de Moraes. Foi intuitivo.
É complicado homenagear um cantor sem imitá-lo?
Mário criou uma escola interpretativa. Neste tempo de estrada, venho procurando cantar "do meu jeito", e foi assim com o repertório dele. Pesquisei muito para chegar nas 10 pérolas que gravei e até incluo algumas no show.
Como é sobreviver independente num mercado tão fragmentado?
Tenho me firmado como artista de projetos, tanto em disco como em shows. É uma estratégia de sobrevivência e de me fazer ouvir que me leva a um público maior. Mas fazer música elaborada e ter cara própria aqui é uma ousadia e tanto.
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